Há um mês fechada, sob a alegação de atraso no repasse que deveria ser efetuado pelo município para custear o seu funcionamento, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, continua sem atender a população por falta de médico.
Segundo apurações, a grande maioria dos médicos habilitados para atuar na UTI pediu para sair da escala durante o carnaval. Uns por que vão viajar. Outros por que preferem descansar no período da festa. A Provedoria está tentando reformatar a escala de plantões para tentar reabrir a UTI que tem seis leitos que podem salvar muitas vidas.
O clima entre a provedoria e a secretaria municipal de Saúde não é nada bom. A Santa Casa fala em créditos a receber. A secretaria garante: está em dia com os repasses. As trocas de farpas tornaram-se públicas. O atual secretário de Saúde, Alexandre Simões, chegou a criticar a gestão da Santa Casa em material enviado às redações dos jornais ilheenses. Além da UTI, a Santa Casa manteve fechado por vários dias o Pronto Socorro da instituição.
As críticas também são dirigidas à forma como o dinheiro público vem sendo aplicado pela instituição. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Iolando de Souza, é preciso restabelecer critérios mais transparentes neste tipo de parceria.
A grande maioria dos hospitais e clínicas conveniados com a Prefeitura não teria, sob o ponto de vista da legalidade, condições de firmar parcerias, estão inadimplentes. Em sua gestão, o médico sanitarista Jorge Arouca, descredenciou todo mundo e exigiu a habilitação na forma da lei. Sob este critério, mais de 70 por cento dos prestadores de serviço não poderiam continuar. O prefeito revogou o decreto, e as instituições de saúde, inclusive as irregulares, voltaram a receber recursos públicos, já Arouca acabou perdendo o cargo.
Informações do Jornal Bahia On Line

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